Óleo sobre tela
Arte de Parede
Surrealism
1936
Modernismo
60.0 x 81.0 cm
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A Toda a Cidade
Dimensões da Reprodução
Preparem-se para embarcar numa viagem visual que desafia as fronteiras da realidade com “A Cidade Inteira” de Max Ernst, uma obra-prima criada em 1936. Mais do que uma simples pintura, esta é uma porta de entrada para um universo onírico onde a grandiosidade ancestral se funde com o surrealismo mais profundo. Seja você um entusiasta da arte, um colecionador em busca de peças únicas ou um designer de interiores que almeja transformar espaços em santuários de mistério e intriga, esta obra oferece uma experiência visual intensa capaz de redefinir a estética do seu lar ou escritório.
A composição central de “A Cidade Inteira” é dominada por uma imponente estrutura piramidal, erguida como um monumento ao tempo e à memória. Esta forma colossal, banhada pela suave luz da lua cheia, domina o espaço vertical, atraindo o olhar para cima em direção ao céu noturno. No primeiro plano, a natureza se manifesta através de vinhas intrincadas e flores exuberantes, criando um contraste marcante entre a arquitetura artificial e a beleza orgânica do mundo natural. A harmonia entre esses elementos distintos é fundamental para a atmosfera enigmática que permeia toda a obra.
Max Ernst, um pioneiro do Dadaísmo e do Surrealismo, emprega sua assinatura estilística nesta pintura, combinando elementos de realismo com imagens fantásticas. A técnica utilizada é uma mistura magistral de detalhes minuciosos e pinceladas expressivas e livres, particularmente evidentes na representação do céu e da flora. Ernst provavelmente utilizou óleos ou outro meio que permitisse a criação de camadas de cor ricas e texturas complexas, conferindo à obra uma sensação de profundidade e movimento. Observe como as sombras dançam sobre a superfície da pirâmide, intensificando o drama e a atmosfera misteriosa.
A paleta de cores é dominada por tons quentes – vermelhos, marrons e amarelos na pirâmide – contrastando com os azuis e verdes mais frios do céu e da vegetação. Essa dicotomia cromática contribui para a sensação de dualidade presente na obra, refletindo as tensões e contradições da época em que foi criada.
“A Cidade Inteira” foi concebida durante um período turbulento na vida de Ernst, marcado pelo crescente nacionalismo nazista na Alemanha. A obra reflete o pessimismo e a desilusão do artista com o mundo moderno, expressando suas inquietações existenciais através da linguagem visual do surrealismo. A pirâmide, elemento central da composição, simboliza conhecimento, mistério e a passagem inexorável do tempo. A lua cheia, por sua vez, representa a iluminação, os ciclos da vida ou o inconsciente coletivo – um convite à introspecção e à exploração dos recantos mais profundos da mente humana.
A obra pode ser interpretada como uma reflexão sobre a fragilidade da civilização, a busca por significado em um mundo em transformação e a eterna luta entre o homem e a natureza. “A Cidade Inteira” não é apenas uma pintura; é um portal para um universo de possibilidades, onde a imaginação reina suprema e os limites da realidade se dissolvem.
Para saber mais sobre esta obra fascinante, consulte o site do Tate Modern: https://www.tate.org.uk/art/artworks/ernst-the-entire-city-n05289. Você também pode encontrar informações detalhadas na WikiArt: https://www.wikiart.org/en/max-ernst/the-entire-city-1935.
Max Ernst, nascido Maximilian Maria Ernst em 1º de abril de 1891, em Brühl, Alemanha, foi um espírito inquieto destinado a se tornar uma das figuras mais cruciais do século XX na arte. Sua jornada não foi de treinamento artístico convencional; ao invés disso, foi uma exploração autoguiada, impulsionada por questionamentos filosóficos, fascínio psicológico e uma profunda desilusão com as normas sociais. Seu pai, professor surdo e pintor amador, lhe transmitiu tanto sensibilidade para o mundo quanto uma rebeldia contra a autoridade estabelecida. Essa dualidade precoce se tornaria uma característica definidora de sua visão artística.
Os estudos acadêmicos de Ernst na Universidade de Bonn – abrangendo filosofia, história da arte, literatura, psicologia e psiquiatria – não foram meras distrações, mas elementos fundamentais que informaram profundamente seu trabalho posterior. Ele não estava simplesmente interessado em *como* pintar; ele estava se questionando *por que*. Essa curiosidade intelectual o levou a encontrar as obras inovadoras de Picasso, Van Gogh e Gauguin na exposição Sonderbund em Colónia em 1912, um momento que alterou irreversivelmente sua trajetória artística. As sementes do modernismo haviam sido plantadas.
A catástrofe da Primeira Guerra Mundial se mostrou um ponto de inflexão para Ernst. Suas experiências como soldado em ambos os fronts, oriental e ocidental, o deixaram profundamente abalado, fomentando um ceticismo profundo em relação à ordem estabelecida e uma ânsia por novas formas de expressão. Essa desilusão encontrou terreno fértil no movimento Dada, que ele abraçou com entusiasmo após retornar a Colónia em 1918. Ao lado de Hans Arp – um amigo e colaborador de longa data –, Ernst se tornou uma figura central no grupo Dada de Colónia, rejeitando as convenções artísticas tradicionais e abraçando o absurdo, o acaso e a anti-racionalidade.
No entanto, Dada foi apenas um trampolim. Nos primeiros anos dos anos 1920, Ernst migrou para Paris e juntou-se ao Círculo Surrealista, liderado por André Breton. Isso marcou uma mudança em direção à exploração do reino dos sonhos, da mente inconsciente e do irracional. Influenciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud, Ernst buscou desbloquear as profundezas ocultas da experiência humana através de sua arte. Ele não estava interessado em representar a realidade como ela aparecia, mas sim em revelar as forças psicológicas subjacentes que a moldavam.
A inovação artística de Ernst se estendeu além do assunto; ele era um experimentador incansável com técnicas. Ele não simplesmente adotou métodos existentes—ele inventou novos. Talvez sua contribuição mais famosa seja o frottage, um processo de esfregar lápis ou carvão sobre superfícies texturizadas para criar imagens inesperadas e evocativas. Essa técnica, nascida de um momento de tédio ao observar a textura da madeira, permitiu que Ernst acessasse o inconsciente e gerasse formas que desafiavam o controle consciente. Relacionada intimamente estava o grattage, onde a tinta é raspada sobre a tela, revelando camadas subjacentes.
Ele também empregou magistralmente a colagem, montando elementos díspares – imagens de revistas, ilustrações científicas, fotografias – em composições surreais que desafiaram as noções convencionais de representação. Essas técnicas não eram meras escolhas estilísticas; elas eram integrais à sua exploração do inconsciente e ao seu desejo de perturbar os limites artísticos tradicionais. Suas pinturas frequentemente apresentam imagens simbólicas recorrentes: pássaros (particularmente seu alter ego Loplop), paisagens desoladas, combinações perturbadoras e uma sensação persistente de mistério.
O início da Segunda Guerra Mundial forçou Ernst a fugir da Europa, encontrando refúgio nos Estados Unidos. Ele continuou a pintar e experimentar novas técnicas ao longo de seu exílio, eventualmente retornando à França após a guerra onde permaneceu ativo até sua morte em 1º de abril de 1976, em Paris. Sua influência nas gerações posteriores de artistas é imensurável.
As contribuições de Ernst para o Dada e o Surrealismo foram nada menos que inovadoras. Ele desafiou as normas artísticas, mergulhou nas profundezas da mente inconsciente e inventou técnicas que continuam a inspirar artistas hoje. Ele não era apenas um pintor; ele era um explorador, um provocador e um visionário que expandiu os limites da arte em si.
1891 - 1976 , Alemanha
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